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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ganhar dinheiro com a fome

24.02.11 - Mundo
Ganhar dinheiro com a fome
Prensa Latina
Agencia Informativa Latinoamericana
Adital

Por Katia Monteagudo

Tradução: ADITAL

Transnacionais ganham enormes somas de dinheiro em períodos de fome, mediante a comercialização especulativa de produtos de primeira necessidade.

Hoje, não somente as más colheitas, entre outros impactos de mudança climática, trazem problemas à segurança alimentar global.

Vários especialistas asseguram que a especulação resulta em uma das mais poderosas causadoras da atual volatilidade nos preços dos comestíveis básicos.

Clara e abertamente expõem que os próprios bancos, fundos de investimento e especulação financeira que provocaram a crise das hipotecas "subprime” estão por trás dessa inflação de preços.

Afirmam também que a mesma confusão vista Ana crise alimentar de 2008 –que emerge de novo- ainda se mantém em pé, com mais força e gerando grandes dividendos a custa de estômagos e bolsos.

A organização mundial GRAIN diz que o dinheiro especulativo em alimentos cresceu de cinco bilhões de dólares em 2000 para 175 bilhões, em 2007.

Nos meses de agosto e setembro de 2010, na bolsa de futuros de Chicago, o trigo alcançava um incremento de preço de 60 a 80%, em relação ao mês de julho.

Vários corretores viram uma oportunidade na proibição das exportações de trigo na Rússia e déficits em outros países, como a Ucrânia e o Canadá.

Outras multinacionais da alimentação também reagiram ante o temor da escassez; realizaram contratos de futuros e apropriam-se de toneladas de trigo. De imediato, em Moçambique o pão teve aumento de 30%.

Em âmbito global, o milho teve incremento de 40% e o arroz de 7%. Tampouco o café escapou da voragem especuladora. Desde setembro de 2010, o valor internacional desse grão começou a subir devido à apropriação de grandes operadores, informa a ONG espanhola ESPANICA.

Tal volatilidade tem obrigado os 77 países mais pobres do mundo a desembolsar 8% a mais de dinheiro para as compras de alimentos.

Olivier de Schutter, relator especial das Nações Unidas sobre o direito à alimentação, afirma que os movimentos financeiros estão por trás dos altos preços do milho, do trigo e do arroz. Em sua opinião, esses preços não estão relacionados com a disponibilidade dos inventários ou com o resultado da última colheita, mas com a manipulação da informação e com a especulação nos mercados.

Hilda Ochoa-Brillembourg, presidente do Strategic Investiment Group, assessores de investimentos no Banco Mundial, estima que desde 2008 a demanda especulativa de futuros de produtos agrícolas cresceu entre 40 e 80%.

Somente a firma inglesa Armajaro Holdings Ltda, comprou em uma jornada do ano passado, 240 mil toneladas de cacau, avaliadas em 720 milhões de euros e que representam 7% da produção mundial.

Em um dia Armajaro conseguiu que o preço da tonelada desse grão disparasse até alcançar 3.223 euros, a cifra mais alta desde 1977.

Essa quantidade de cacau equivale ao consumo dos estadunidenses durante seis meses e é suficiente para produzir mais de 15 bilhões de barras de chocolate Hershey’s.

Armajaro possui agora bastante matéria-prima para influir nos preços e negociar com companhias processadoras do produto, como a Cargill Inc. e a Archer-Daniels Midland Co., e produtores de chocolate, como Hershey Co. e Mars Inc.

"As pessoas morrem de fome enquanto os bancos fazem uma matança com suas apostas nos alimentos”, diz Deborah Doane, diretora do Movimento Mundial para o Desenvolvimento.

Caridad García-Manns, operadora de "commodities” do Traders Group Inc. assevera que a metade dos incrementos nos valores de milho, trigo e outros alimentos está sendo provocada pela especulação de grandes investidores em âmbito global.

Durante o ano atual, essas mercadorias poderiam subir um terço mais do que o que já subiu até agora; porém, segundo a ONU, os preços ainda podem aumentar em mais de 40% na nova década que transcorre.

Iván Ângulo, representante na Guatemala da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação assinala que somente nesse país quase três milhões de pessoas estão em risco devido ao crescimento dos custos nos comestíveis básicos, cifra que se somaria a quase 1 bilhão de pessoas que padecem fome crônica hoje no planeta.

"Temos que ser muito enfáticos de que com o alimento não podemos permitir que haja ações especulativas, mas que haja racionalidade em todos os setores”, enfatiza Ângulo.

No entanto, a Comissão Europeia decidiu adiar um estudo que prepara sobre o aumento de preços nas matérias primas, alimentos e seus vínculos com a especulação nos mercados.

Esse executivo comunitário argumentou que tem claro que existe uma relação entre os mercados financeiros e os das matérias primas; porém, necessita tempo para conseguir reunir mais provas.

Enquanto o organismo espera acumular mais elementos comprobatórios de como as transnacionais ganham dinheiro às custas das penúrias, começam a reagir em cadeia as lutas pelo pão.

Hoje também são muitos os convencidos de que morrer de fome não é a opção.
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

''Então morra'', diz prefeito

http://www.youtube.com/embed/6oUSfPjsAEg

Liege Albuquerque - O Estado de S.Paulo

O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), discutiu ontem com a moradora de uma comunidade onde uma mulher e duas crianças morreram soterradas. O prefeito disse que as pessoas na comunidade Santa Marta, na zona norte da capital do Amazonas, ajudariam a prefeitura "não fazendo casas onde não devem".

Reprodução
Reprodução
Embate. Amazonino culpou moradora por situação

Uma moradora não identificada retrucou, destacando que "a gente está aqui, porque não tem condição de ter uma moradia digna". Exaltado, o prefeito então respondeu: "Minha filha, então morra, morra."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

REPELENTE CONTRA DENGUE!

1/2 litro de álcool;- 1 pacote de cravo da Índia (10 gr);- 1 vidro de
óleo
de nenê (100ml)
Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e de tarde;
Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila,
erva-doce,
aloe vera).
Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito foge do cômodo.
O cravo
espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos
animais.
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue
maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação.
A comunidade toda tem de usar, como num mutirão.
Não forneça sangue para o aedes